ENSINO PROFISSIONAL: UM NOVO APRENDER
O PILÃO, NUM MUNDO EM MUDANÇA.
A transmissão do saber
Até há umas dezenas de anos, o saber residia, essencialmente nos livros e nos professores. Os professores transmitiam o saber, os alunos faziam exames para verificar se tinham retido esse conhecimento.
Para saber um pouco mais, era preciso consultar livros. As bibliotecas, eram locais de saber e sinal de futuro.
Acesso ao saber universal
Aprender, descobrir coisas novas, foi sempre fonte de prazer e um estímulo para novas aprendizagens. É o efeito da dopamina, um neurotransmissor associado a atividades prazerosos no ser humano.
As novas tecnologias colocaram-nos todo o saber no bolso! Começou por ser difícil escolher qual ficava por conhecer, depois aprender a distinguir a verdade da mentira e agora, descobrir uma forma de não perder o prazer de aprender.
Sim, o nosso cérebro deixa de produzir dopamina, de forma normal, quando um estímulo agradável se repete com frequência. É uma patologia, anedonia, incapacidade de sentir prazer, mesmo o de aprender!
Uma nova abordagem do ensino
É necessária uma nova abordagem da forma de aprender e do que aprender. As soluções que se vão apontando são várias; valorizar atividades não digitais, privilegiar contato com a realidade física próxima, promoção de diversas habilidades não digitais nomeadamente manuais, propor atividades que exijam esforço, criatividade e estejam viradas para a resolução de problemas ligados ao mundo real.
Cursos profissionais. O futuro da escola?
As soluções enunciadas no parágrafo anterior coincidem quase por completo com as caraterísticas diferenciadoras do ensino profissional. São elas que permitem desenvolver as soft skills que as organizações esperam de engenheiros, psicólogos advogados, médicos, gestores ou biólogos.
Por isso, o ensino profissional não pode ser visto como uma solução menor, sobretudo o do nosso Instituto, onde a matriz militar reforça algumas destas soft skills.